Pular para o conteúdo
OnDoctor — Sistema para clínicas
← Voltar ao blog
Financeiro · 5 min de leitura

Mat/Med: o que é, como faturar materiais e medicamentos e o papel do Brasíndice e do Simpro

Entenda o que é Mat/Med, como cobrar materiais e medicamentos do convênio pela guia de outras despesas, como Brasíndice e Simpro entram no preço e os erros que mais geram glosa.

OD
Equipe OnDoctor
Sistema para clínicas e consultórios
Mat/Med: o que é, como faturar materiais e medicamentos e o papel do Brasíndice e do Simpro

Mat/Med é a abreviação de materiais e medicamentos: os insumos consumidos em exames, procedimentos e internações que a clínica pode cobrar do convênio além do valor do procedimento. No padrão TISS, esses itens são faturados na guia de outras despesas, com código TUSS, quantidade e preço calculado a partir da referência prevista em contrato, normalmente Brasíndice ou Simpro.

Neste artigo você vai entender o que é Mat/Med, o que entra e o que não entra na cobrança, como preencher a guia de outras despesas, como funcionam as referências de preço e os erros que mais causam glosa em materiais e medicamentos.

O que é Mat/Med

Quando um paciente faz uma infiltração, uma pequena cirurgia ou uma sessão de medicação no consultório, a clínica tem dois custos diferentes: o trabalho do profissional (o procedimento) e os insumos consumidos. O Mat/Med é a segunda parte. Exemplos:

  • Materiais: seringas, agulhas, cateteres, luvas estéreis, campos cirúrgicos, fios de sutura, curativos especiais, eletrodos.
  • Medicamentos: anestésicos locais, corticoides injetáveis, antibióticos, soros e soluções, contrastes.
  • Relacionados: taxas de sala, diárias e gases medicinais, que também vão na mesma guia, embora não sejam Mat/Med no sentido estrito.

Para clínicas que fazem procedimentos, o Mat/Med pode representar uma parte relevante da receita de convênio, e também uma parte relevante das perdas, quando o insumo é usado e não é cobrado, ou é cobrado de forma errada.

Materiais e medicamentos no faturamento TISS

No padrão TISS, materiais e medicamentos não entram como procedimento: eles vão em um anexo próprio, a guia de outras despesas, sempre vinculada a uma guia principal.

CenárioGuia principalOnde vai o Mat/Med
Procedimento ou exame ambulatorialGuia SP/SADTGuia de outras despesas vinculada à SP/SADT
InternaçãoResumo de internaçãoGuia de outras despesas vinculada ao resumo
Consulta simplesGuia de consultaEm regra, não há cobrança de Mat/Med

Os itens são identificados por códigos da terminologia TUSS, que tem tabelas próprias para materiais, medicamentos e para diárias e taxas. Para entender a guia principal, veja o artigo sobre guia SADT.

Guia de outras despesas: como preencher

Cada linha da guia de outras despesas representa um item consumido. Os dados essenciais são:

  1. Número da guia principal a que o anexo está vinculado.
  2. Tipo de despesa: material, medicamento, taxa, diária, gás medicinal, OPME.
  3. Data em que o item foi usado.
  4. Código TUSS do item e a tabela de origem.
  5. Quantidade e unidade de medida (ampola, frasco, unidade, mL).
  6. Valor unitário calculado conforme a referência do contrato, e valor total.
  7. Registro ANVISA e referência do fabricante, quando exigidos.

A unidade de medida é um ponto sensível: cobrar "1" quando a referência de preço é por mL, ou cobrar o frasco inteiro quando o contrato paga por dose, gera divergência imediata.

Brasíndice e Simpro: as referências de preço

A TUSS identifica o item, mas não diz quanto ele custa. Para isso, o mercado usa publicações de referência de preços, e o contrato com a operadora define qual vale:

  • Brasíndice: publicação de referência de preços de medicamentos (e também de outros itens), muito usada como base para medicamentos na saúde suplementar.
  • Simpro: publicação de referência de preços, muito usada para materiais e produtos para saúde.

Ambas são atualizadas periodicamente e trazem diferentes tipos de preço. Por isso, o contrato precisa dizer não só qual publicação usar, mas qual edição ou data de vigência, qual tipo de preço e se há deságio ou acréscimo. Exemplos de cláusulas comuns:

  • Medicamentos pela referência Brasíndice, com determinado percentual de ajuste.
  • Materiais pela referência Simpro, com determinado percentual de ajuste.
  • Itens sem referência publicada pagos por nota fiscal de compra mais taxa de comercialização.
  • Alguns itens incluídos em pacote, sem cobrança separada.

Brasíndice e Simpro não são sistemas de gestão de clínica: são as tabelas de preço que o sistema da clínica importa ou consulta para calcular o valor do item.

Mat/Med e glosas

Materiais e medicamentos estão entre as maiores fontes de glosa técnica, porque envolvem muitos itens, códigos e unidades. As causas mais frequentes:

  • Item incluso no procedimento: cobrar à parte o que o contrato considera parte do pacote ou da taxa.
  • Código TUSS inexistente ou de tabela errada.
  • Preço fora da referência: edição desatualizada ou ajuste diferente do contratado.
  • Quantidade incompatível com o procedimento (ex.: dez ampolas para uma infiltração).
  • Falta de registro no prontuário: o item foi cobrado, mas não aparece na descrição do procedimento.
  • Guia de outras despesas sem vínculo com a guia principal.

Veja outras causas e como recorrer em tipos de glosas e como reduzir glosas de convênio.

Mat/Med no atendimento particular

O conceito de Mat/Med não é exclusivo do convênio. No atendimento particular, a clínica também precisa decidir como tratar os insumos:

  • Preço fechado: o valor do procedimento já inclui materiais e medicamentos. É mais simples para o paciente, mas exige que o custo dos insumos esteja bem calculado.
  • Cobrança separada: procedimento e insumos aparecem em linhas diferentes do orçamento, útil quando o consumo varia muito de um paciente para outro.

Nos dois casos, conhecer o custo real de cada material é o que permite precificar sem prejuízo. Veja como fazer essa conta em como precificar consultas e procedimentos.

Boas práticas de Mat/Med na clínica

  1. Cadastre cada item uma vez, com código TUSS, unidade de medida e referência de preço.
  2. Mantenha a tabela de cada convênio com as regras do contrato (o que é cobrado à parte e o que é pacote).
  3. Registre o consumo no momento do procedimento, não no fim do mês.
  4. Descreva no prontuário os materiais e medicamentos relevantes usados.
  5. Atualize as referências de preço na periodicidade prevista no contrato.
  6. Valide o lote antes de enviar, usando um validador TISS.
  7. Separe medicamentos controlados: o controle e a escrituração seguem a Portaria SVS/MS 344/1998, independentemente do faturamento.

O fluxo completo de cobrança está em faturamento TISS passo a passo.

Mat/Med no dia a dia da clínica

O Mat/Med se perde quando o registro do procedimento, a guia e o financeiro ficam em lugares diferentes. Com o OnDoctor, prontuário eletrônico, faturamento TISS e financeiro trabalham no mesmo sistema, o que facilita registrar o que foi usado, gerar a guia e conferir o que a operadora pagou. Veja os recursos do OnDoctor e teste por 7 dias sem cartão.

Perguntas frequentes

Mat/Med é a abreviação de materiais e medicamentos: os insumos consumidos em exames, procedimentos, pequenas cirurgias e internações, como seringas, agulhas, fios de sutura, curativos, contrastes, anestésicos e soluções, que podem ser cobrados à parte do procedimento.

Faturamento TISS com XML gerado pelo sistema

Controle de lotes, guias, XML automático e gestão de glosas integrados ao atendimento. Teste grátis por 7 dias, sem cartão.

Prefere conversar? Fale com um especialista no WhatsApp
Continue lendo
Teste grátis 7 dias