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Financeiro · 6 min de leitura

Guia SADT: o que é, quando usar, campos do padrão TISS e erros que geram glosa

Entenda o que significa SADT, quando usar a guia SADT em vez da guia de consulta, os campos obrigatórios do padrão TISS, os erros que geram glosa e como preencher digitalmente.

OD
Equipe OnDoctor
Sistema para clínicas e consultórios
Guia SADT: o que é, quando usar, campos do padrão TISS e erros que geram glosa

SADT significa Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia: o conjunto de exames, terapias e procedimentos que complementam a consulta. A guia SADT (formalmente guia SP/SADT, de Serviço Profissional / Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia) é o formulário do padrão TISS da ANS usado para solicitar e faturar esses serviços junto ao plano de saúde.

Neste artigo você vai ver o que é SADT, quando usar a guia SADT e quando usar a guia de consulta, os campos obrigatórios do padrão TISS, o que é a guia SADT sem logo, os erros de preenchimento que geram glosa e como preencher a guia de forma digital, direto do sistema da clínica.

SADT: o que é

O termo vem da organização dos serviços de saúde: a consulta é o ato principal, e os serviços auxiliares de diagnóstico e terapia são tudo o que apoia esse ato. Na prática, SADT cobre:

  • Diagnóstico: exames laboratoriais, imagem (raio-X, ultrassom, tomografia, ressonância, mamografia), métodos gráficos (ECG, EEG, espirometria), endoscopias, anatomia patológica.
  • Terapia: sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, nutrição, quimioterapia e radioterapia ambulatoriais, hemodiálise.
  • Procedimentos ambulatoriais: pequenas cirurgias, infiltrações, curativos especiais, biópsias, aplicações.

No hospital, o "SADT" costuma ser o próprio setor de apoio diagnóstico (laboratório, imagem). Na clínica, o termo aparece quase sempre ligado à guia: "preencher a SADT" é faturar um exame, uma sessão ou um procedimento ao convênio.

Guia SADT no padrão TISS

O padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) é o conjunto de regras da ANS que padroniza como prestadores e operadoras trocam dados. Ele define as guias, os códigos de procedimentos (a tabela TUSS), o leiaute XML e as mensagens de retorno. A guia SP/SADT é uma das principais, ao lado da guia de consulta, da guia de internação e da guia de honorários.

Cada versão do TISS pode ajustar campos e regras; a operadora informa qual versão aceita. Por isso, mais do que decorar o formulário, vale usar um sistema que mantenha o leiaute atualizado. O passo a passo completo do envio está em faturamento TISS passo a passo.

Quando usar a guia SADT e quando usar a guia de consulta

SituaçãoGuia
Consulta médica eletiva ou de retornoGuia de consulta
Consulta com procedimento no mesmo atendimento (ex.: consulta + ECG)Guia de consulta para a consulta e guia SP/SADT para o ECG, salvo regra específica da operadora
Exame de imagem ou laboratórioGuia SP/SADT (solicitação e execução)
Sessões de fisioterapia, fono, psicologia, nutriçãoGuia SP/SADT, uma por série de sessões ou por sessão, conforme a operadora
Pequena cirurgia ambulatorialGuia SP/SADT
InternaçãoGuia de solicitação de internação e guia de resumo de internação

A guia SP/SADT tem dois momentos: a solicitação, feita pelo profissional que pede o exame ou a terapia, e a execução, feita por quem realiza. Em muitos casos a solicitação precisa de autorização prévia da operadora, que devolve um número de senha a ser registrado na guia de execução.

Campos da guia SADT

Os principais blocos do formulário SP/SADT e o que cada um exige:

  1. Identificação da guia: registro ANS da operadora, número da guia no prestador, número da guia principal (quando vinculada), número da guia atribuído pela operadora, data e senha de autorização, validade da senha.
  2. Dados do beneficiário: número da carteira, validade, nome, cartão nacional de saúde (quando houver), indicação de atendimento a recém-nascido.
  3. Dados do solicitante: código na operadora ou CNPJ/CPF, nome do contratado, nome do profissional solicitante, conselho profissional, número no conselho, UF, código CBO.
  4. Dados da solicitação: caráter do atendimento (eletivo ou urgência), data da solicitação, indicação clínica. É aqui que entra o diagnóstico, normalmente com o código CID; use a tabela CID-10 com busca para confirmar a subcategoria.
  5. Dados do contratado executante: código na operadora, nome, código CNES.
  6. Dados do atendimento: tipo de atendimento (exame, terapia, pequena cirurgia, remoção etc.), indicação de acidente (trabalho, trânsito, outros, não acidente), tipo de consulta quando aplicável, motivo de encerramento.
  7. Procedimentos e exames realizados: data, hora inicial e final, tabela, código TUSS, descrição, quantidade, via de acesso, técnica utilizada, fator de redução ou acréscimo, valor unitário e total.
  8. Identificação dos profissionais executantes: grau de participação, código na operadora ou CPF, nome, conselho, número, UF, CBO.
  9. Totais: procedimentos, taxas e aluguéis, materiais, medicamentos, OPME, gases medicinais, total geral.
  10. Assinaturas e observações: data e assinatura do solicitante, do beneficiário (ou responsável) e do executante, e campo de justificativa.

O formulário impresso tem um número limitado de linhas de procedimento; no envio eletrônico (XML) a limitação é a regra da operadora, não o papel.

Guia SADT sem logo

"Guia SADT sem logo" é a versão em branco do formulário, no leiaute oficial da ANS, sem logomarca de operadora. Ela existe porque o padrão TISS define o conteúdo e a numeração dos campos, não a identidade visual. Clínicas que atendem muitos convênios usam o modelo genérico e preenchem o registro ANS da operadora no campo próprio. Algumas operadoras ainda exigem o formulário com a própria marca para a via física; confira no manual do credenciado. Com o envio em XML, a discussão deixa de existir: o que vale é o arquivo, e a guia impressa vira comprovante com assinatura do paciente.

Erros na guia SADT que geram glosa

A guia SP/SADT concentra a maior parte das glosas administrativas de uma clínica. Os erros mais frequentes:

  • Dados do beneficiário: número de carteira digitado errado, carteira vencida, nome diferente do cadastro da operadora.
  • Autorização: procedimento que exige senha executado sem ela, senha vencida, quantidade autorizada menor do que a executada.
  • Código TUSS: código inexistente na versão vigente, código incompatível com o CBO do executante ou com o contrato da clínica, procedimentos excludentes na mesma guia.
  • CID: indicação clínica ausente, código genérico demais ou incoerente com o procedimento solicitado.
  • Datas e horários: data de execução anterior à solicitação, horário inicial igual ao final, data fora da validade da senha.
  • Executante: profissional não credenciado, CBO errado, CNES em branco.
  • Divergência físico x XML: a guia assinada pelo paciente diz uma coisa e o arquivo enviado diz outra.
  • Prazo: guia enviada fora do prazo de faturamento do contrato.

Cada tipo de glosa tem uma causa e um caminho de recurso diferentes; detalhamos em tipos de glosas e em como reduzir glosas de convênio.

Como preencher a guia SADT de forma digital

Preencher a guia à mão ou em PDF editável é o caminho mais curto para a glosa. O fluxo recomendado com sistema de gestão:

  1. Cadastro completo do paciente com convênio, número de carteira e validade, conferidos na recepção a cada atendimento.
  2. Cadastro das operadoras com registro ANS, versão TISS aceita, tabela de preços contratada e regras de autorização.
  3. Solicitação no atendimento: o profissional seleciona o procedimento pela TUSS, informa o CID e o sistema gera a guia de solicitação já preenchida.
  4. Autorização: a senha é registrada na guia antes da execução.
  5. Execução e assinatura: ao realizar o exame ou a sessão, a guia de execução é gerada com datas, horários e executante; o paciente assina.
  6. Lote e XML: o sistema valida os campos obrigatórios, monta o lote e gera o XML no leiaute da operadora.
  7. Retorno e recurso: o demonstrativo de pagamento é importado, as glosas aparecem por guia e o recurso é feito dentro do prazo.

Guias SP/SADT sem retrabalho no OnDoctor

No OnDoctor, a guia SP/SADT nasce do próprio atendimento: paciente, convênio, procedimento TUSS, CID e executante já vêm preenchidos, o sistema aponta campos obrigatórios em branco e gera o lote XML no padrão TISS para envio à operadora. Conheça os recursos de faturamento TISS e teste grátis por 7 dias, sem cartão.

Perguntas frequentes

SADT é a sigla de Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia. Abrange exames (laboratório, imagem, métodos gráficos), terapias (fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, nutrição) e procedimentos ambulatoriais, que são faturados ao convênio pela guia SP/SADT do padrão TISS.

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