Pular para o conteúdo
OnDoctor — Sistema para clínicas
← Voltar ao blog
Financeiro · 5 min de leitura

Faturamento TISS passo a passo: como organizar o processo na clínica

Entenda o que é o padrão TISS, quais guias existem, como funciona o envio de faturamento e como organizar o processo na sua clínica sem retrabalho.

OD
Equipe OnDoctor
Sistema para clínicas e consultórios
Faturamento TISS passo a passo: como organizar o processo na clínica

Toda clínica que atende convênio precisa faturar no padrão TISS. Ainda assim, é comum encontrar consultórios em que esse processo é uma caixa-preta: alguém prepara, alguém envia, o dinheiro cai (ou não) e ninguém sabe explicar o caminho no meio.

Esse desconhecimento custa caro, porque é exatamente nas etapas invisíveis que a receita se perde. Este guia percorre o fluxo completo, do atendimento ao recebimento, em linguagem prática.

O que é o padrão TISS

TISS é a sigla de Troca de Informação em Saúde Suplementar: o padrão definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar para a comunicação entre prestadores de serviço (clínicas, consultórios, hospitais, laboratórios) e operadoras de planos de saúde.

Na prática, ele padroniza três coisas:

  • O conteúdo — quais informações precisam constar em cada tipo de guia.
  • O formato — a estrutura do arquivo eletrônico trocado entre prestador e operadora.
  • A terminologia — os códigos usados para procedimentos, materiais, medicamentos e taxas, através da tabela TUSS.

Antes do TISS, cada operadora tinha o próprio formulário e o próprio jeito de receber. O padrão existe justamente para que a clínica não precise aprender vinte processos diferentes.

O padrão TISS é revisado periodicamente pela ANS, com novas versões e prazos de adoção. Confirme sempre no portal da ANS qual versão está vigente e qual prazo se aplica ao seu caso — sistemas de gestão e faturamento precisam acompanhar essas atualizações.

As guias que você vai usar

Cada tipo de atendimento tem sua guia. As mais comuns na rotina de clínicas e consultórios:

  • Guia de Consulta — para consulta eletiva simples, sem procedimentos associados.
  • Guia de SP/SADT — Serviço Profissional / Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia. É a mais usada quando há exames, procedimentos ou terapias.
  • Guia de Solicitação de Autorização — quando o procedimento exige liberação prévia da operadora.
  • Guia de Resumo de Internação e demais guias hospitalares, para quem atua nesse contexto.

Escolher a guia errada é uma das causas clássicas de devolução. A regra geral: consulta pura vai na guia de consulta; qualquer procedimento associado normalmente vai em SP/SADT — mas confirme as regras específicas do seu contrato.

O fluxo completo, etapa por etapa

1. Antes do atendimento: elegibilidade e autorização

Verifique se o beneficiário está ativo, se há carência aplicável e se o procedimento exige autorização prévia. Procedimento realizado sem a senha necessária dificilmente é pago depois.

Registre o número da autorização e a validade. Senha vencida no dia do atendimento equivale a não ter senha.

2. Durante o atendimento: registro do que foi realizado

O profissional registra no prontuário o que foi feito, com os códigos correspondentes quando aplicável. Quanto mais próximo do atendimento esse registro acontece, menor a chance de divergência no faturamento.

3. Preenchimento da guia

A guia reúne dados do beneficiário, do prestador, do profissional executante, do procedimento e dos valores. Os pontos que mais geram problema:

  • Dados do beneficiário divergentes do cadastro da operadora.
  • Código de procedimento que não corresponde ao realizado ou não previsto em contrato.
  • Ausência de assinatura do beneficiário ou do profissional, quando exigida.
  • Data de atendimento inconsistente com a autorização.

4. Envio do faturamento

O envio é eletrônico, no formato definido pelo padrão, normalmente pelo portal da operadora ou por integração do sistema. Aqui, prazo é tudo: contratos preveem janelas de envio, e conta enviada fora do prazo costuma ser recusada sem direito a discussão.

Uma prática que evita perda: fechar o faturamento em ciclos fixos (por exemplo, sempre no mesmo dia do mês), em vez de "quando der".

5. Protocolo e acompanhamento

Guarde o protocolo de envio. Ele é a prova de que a conta chegou dentro do prazo — documento essencial em qualquer recurso futuro.

6. Demonstrativo de análise e pagamento

A operadora devolve um demonstrativo com o que foi aceito, o que foi glosado e o motivo de cada recusa. Esta é a etapa mais negligenciada e a mais importante. Sem conferir o demonstrativo contra o que foi faturado, a clínica não sabe quanto está deixando de receber.

7. Recurso das glosas

Itens recusados podem ser recorridos dentro do prazo contratual, com a documentação que sustenta a cobrança. O processo e as causas mais comuns estão detalhados em como reduzir glosas de convênio.

Os erros que mais custam dinheiro

ErroConsequênciaComo evitar
Não conferir elegibilidadeConta inteira recusadaVerificação no agendamento e na chegada
Redigitar dados do pacienteDivergência cadastralCadastro único aproveitado em todo o fluxo
Enviar fora do prazoPerda definitiva da receitaCiclo fixo de fechamento mensal
Não guardar protocoloImpossibilidade de recorrerArquivo digital por competência
Não conferir o demonstrativoPerda invisível e recorrenteConferência mensal faturado x recebido

Como organizar isso sem uma equipe grande

Consultórios pequenos costumam concentrar o faturamento em uma pessoa — muitas vezes a mesma que atende a recepção. Três medidas simples sustentam o processo mesmo nesse cenário:

  1. Cadastro correto desde o primeiro contato. Todo o resto depende disso.
  2. Ciclo fixo de fechamento, com data marcada na agenda da equipe.
  3. Conferência mensal do recebido, comparando com o faturado por operadora.

Um sistema de gestão que conecte cadastro, atendimento e financeiro elimina a redigitação — que é a origem da maioria dos erros — e permite acompanhar quanto de cada operadora ainda está em aberto. O OnDoctor reúne prontuário, agenda e gestão financeira com emissão de nota fiscal e relatórios em Power BI; veja na página de recursos do OnDoctor e compare formatos na página de planos e preços.

Para entender a terminologia usada nas guias, veja também o que é a tabela TUSS. Se você ainda está avaliando atender convênio, comece por como se credenciar em convênio médico.

O processo é chato, mas é previsível

Faturamento TISS não é complexo — é detalhista. Elegibilidade conferida, cadastro correto, guia certa, prazo cumprido, protocolo guardado e demonstrativo conferido. Seis pontos. Clínicas que transformam esses seis pontos em rotina fixa param de perder receita sem perceber.

Teste grátis por 7 dias e veja como cadastro, atendimento e financeiro conversam sem redigitação. Comece seu teste grátis do OnDoctor.

Perguntas frequentes

O padrão é o meio oficial de troca de informações entre prestadores e operadoras na saúde suplementar. As regras específicas de adoção e as versões vigentes são publicadas pela ANS — confirme no portal da agência o que se aplica ao seu tipo de prestador.

Quer ver isso na prática?

Teste o OnDoctor grátis por 7 dias — sem cartão de crédito.

Continue lendo
Teste grátis 7 dias