Pular para o conteúdo
OnDoctor — Sistema para clínicas
← Voltar ao blog
Financeiro · 6 min de leitura

Tabela AMB: o que é, AMB 92, diferença para CBHPM e TUSS e uso em contratos com operadoras

Entenda o que é a tabela AMB, por que a AMB 92 ainda aparece em contratos, como ela se relaciona com a CBHPM e a TUSS e o que conferir antes de assinar com uma operadora.

OD
Equipe OnDoctor
Sistema para clínicas e consultórios
Tabela AMB: o que é, AMB 92, diferença para CBHPM e TUSS e uso em contratos com operadoras

A tabela AMB é a lista de procedimentos médicos com códigos, descrições e valores de referência criada pela Associação Médica Brasileira. Ela foi a principal base de remuneração de médicos em planos de saúde por décadas e, embora tenha sido sucedida pela CBHPM, ainda aparece em muitos contratos com operadoras, principalmente na versão conhecida como AMB 92.

Neste artigo você vai entender o que é a tabela AMB, por que a AMB 92 continua sendo citada, a diferença entre AMB, CBHPM e TUSS e o que olhar num contrato que usa a tabela AMB como referência de valor.

O que é a tabela AMB

A Associação Médica Brasileira passou a publicar uma tabela de honorários médicos para dar ao médico e às operadoras uma referência comum: cada procedimento recebia um código, uma descrição e um valor expresso em unidades. Com isso, um mesmo procedimento deixava de ter nomes e preços diferentes em cada contrato.

A tabela teve várias edições ao longo dos anos. As mais citadas até hoje são:

  • AMB 90 e AMB 92: versões que se tornaram padrão de mercado nos contratos da época e que muitas operadoras mantiveram como base.
  • AMB 96 e AMB 99: edições posteriores, também usadas em contratos, com revisões de procedimentos e valores.

Depois disso, as entidades médicas criaram a CBHPM, e a tabela AMB deixou de ser atualizada pela associação. Então, quando alguém procura "tabela AMB atualizada", na prática está procurando uma de duas coisas: a versão histórica que o contrato menciona ou a CBHPM, que é a referência atual das entidades médicas.

Por que a AMB 92 ainda aparece em contratos

Se a tabela parou de ser atualizada, por que ela continua viva? Porque a relação entre prestador e operadora é contratual. Quando um contrato foi assinado tomando a AMB 92 como base, os valores continuam sendo calculados a partir dela até que as partes negociem outra referência. Os motivos mais comuns:

  • Contratos antigos nunca renegociados.
  • Previsibilidade para a operadora, que conhece bem o impacto de custos da tabela.
  • Hábito do mercado regional, em que a AMB 92 virou "língua comum" entre prestadores e planos.
  • Reajuste por multiplicador: em vez de trocar de tabela, as partes aplicam um fator sobre os valores da AMB.

O ponto de atenção é que valores de uma tabela congelada só acompanham a inflação se o contrato tiver uma regra de reajuste clara. Sem isso, a clínica pode estar recebendo, ano após ano, um valor cada vez menor em termos reais.

AMB x CBHPM x TUSS

Essas três siglas aparecem juntas e costumam ser confundidas. A diferença é de função:

Tabela AMBCBHPMTUSS
Quem elaboraAssociação Médica BrasileiraEntidades médicas (AMB, CFM e outras)ANS, no padrão TISS
Para que serveReferência histórica de valores de honoráriosReferência atual de honorários, por portesCodificação obrigatória nas guias
Define preço?Sim, como referênciaSim, como referênciaNão
AtualizaçãoNão é mais atualizadaEdições periódicasAtualizações da ANS
Obrigatória?Só se o contrato preverSó se o contrato preverSim, na troca de informações com operadoras

Na prática, o código que vai na guia é o código TUSS, e o valor cobrado vem da tabela que o contrato definir (AMB, CBHPM ou tabela própria da operadora). Veja como funcionam os portes e o cálculo em CBHPM: cálculo de honorários.

Como a tabela AMB é usada em contratos com operadoras

Nos contratos, a tabela AMB costuma aparecer de três formas:

  1. Valor da unidade: a tabela expressa procedimentos em unidades (como o CH, coeficiente de honorários), e o contrato fixa quanto vale cada unidade em reais. O valor final é a quantidade de unidades do procedimento multiplicada pelo valor pactuado.
  2. Percentual sobre a tabela: o contrato define que o procedimento será pago a, por exemplo, uma porcentagem da AMB 92 ou com um acréscimo sobre ela.
  3. Tabela mista: parte dos procedimentos segue a AMB, parte segue a CBHPM e parte segue valores próprios da operadora (pacotes, por exemplo).

O valor da unidade e o percentual variam por operadora, região e especialidade, e não existe um número "oficial" de mercado. O que vale é o que está assinado.

O que conferir antes de assinar ou renegociar

  • Qual tabela e qual edição: AMB 90, 92, 96, 99 ou CBHPM (e de qual ano).
  • Valor da unidade e se ele é igual para todos os procedimentos.
  • Regra de reajuste: índice, periodicidade e data-base.
  • De-para de códigos: como os códigos da tabela de referência se relacionam com os códigos TUSS cobrados na guia.
  • Procedimentos fora da tabela: como são precificados os itens que a AMB não prevê (procedimentos mais recentes, por exemplo).
  • Materiais e medicamentos: qual referência de preço será usada para Mat/Med e taxas.
  • Prazos de envio, pagamento e recurso de glosa.

Se você está entrando agora em convênios, o artigo como se credenciar em convênio médico ajuda a organizar essa negociação. E para decidir quais planos aceitar, vale ler convênio ou particular.

Tabela AMB ou CBHPM: qual usar na negociação

Não existe resposta única, mas alguns critérios ajudam a decidir o que propor à operadora:

  • Atualidade dos procedimentos: a CBHPM inclui procedimentos mais recentes que a tabela AMB não prevê, o que reduz discussões sobre itens "fora da tabela".
  • Hierarquização por complexidade: a CBHPM organiza os procedimentos em portes, considerando complexidade técnica, tempo e risco, o que tende a refletir melhor o esforço de cada ato.
  • Simulação de impacto: antes de trocar de referência, compare o valor dos seus procedimentos mais frequentes nas duas tabelas, com o multiplicador proposto.
  • Mix da clínica: para quem faz poucos procedimentos e muitas consultas, o valor da consulta pesa mais que a escolha da tabela.

Em qualquer cenário, registre a decisão no contrato com clareza. Uma referência ambígua ("conforme tabela AMB", sem edição nem multiplicador) abre espaço para divergência a cada pagamento.

Erros comuns com a tabela AMB

  • Cobrar com o código AMB na guia, em vez do código TUSS.
  • Aplicar o valor de uma edição diferente da prevista no contrato.
  • Esquecer o reajuste previsto e continuar faturando com o valor antigo.
  • Não conferir o demonstrativo da operadora e aceitar pagamento abaixo do pactuado.
  • Manter a tabela de preços do convênio em planilha separada, desatualizada em relação ao sistema.

Tabela AMB no dia a dia da clínica

Quem atende vários convênios convive com tabelas diferentes ao mesmo tempo. O que evita prejuízo é ter os valores de cada contrato cadastrados no sistema, faturar com o código TUSS correto e conferir o que a operadora pagou. No OnDoctor, o faturamento TISS e o financeiro ficam integrados, o que facilita comparar o que foi cobrado com o que entrou. Conheça os recursos do OnDoctor.

Perguntas frequentes

É a lista de procedimentos médicos com códigos, descrições e valores de referência publicada pela Associação Médica Brasileira. Foi por muitos anos a principal referência de remuneração médica na saúde suplementar, antes da criação da CBHPM.

Faturamento TISS com XML gerado pelo sistema

Controle de lotes, guias, XML automático e gestão de glosas integrados ao atendimento. Teste grátis por 7 dias, sem cartão.

Prefere conversar? Fale com um especialista no WhatsApp
Continue lendo
Teste grátis 7 dias