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Financeiro · 5 min de leitura

Nota fiscal dividida entre clínica e profissional: quem emite a nota do atendimento

Clínica emite tudo, só a parte dela ou a nota é dividida com o profissional? Compare os três modelos de nota fiscal do atendimento e veja o que cada um exige.

OD
Equipe OnDoctor
Sistema para clínicas e consultórios
Nota fiscal dividida entre clínica e profissional: quem emite a nota do atendimento

A nota fiscal dividida entre clínica e profissional é o modelo em que cada parte emite a nota correspondente ao que recebeu pelo atendimento: a clínica pela sua fatia e o profissional pela dele. É uma das três formas comuns de organizar a nota do atendimento, ao lado da nota integral emitida pela clínica e da nota emitida só com a parte da clínica, e a escolha certa depende do contrato com o profissional e da orientação do contador.

Este guia compara os três modelos, mostra como cada um se conecta ao repasse e lista o que conferir antes de mudar a forma de emissão.

Aviso: este conteúdo é informativo. Regras de tributação, enquadramento e emissão variam conforme o regime da clínica, o município e o contrato com cada profissional. Valide sempre com o seu contador.

Por que essa pergunta existe

Em muitas clínicas, o profissional não é empregado. Ele atende como pessoa jurídica ou autônomo e recebe uma porcentagem ou um valor fixo por atendimento, o chamado repasse. O paciente, por sua vez, paga um valor só, normalmente na recepção.

Daí vem a dúvida: quem emite a nota do atendimento? A clínica, que recebeu o dinheiro? O profissional, que prestou o serviço? Ou os dois, cada um pela sua parte? A resposta muda a receita declarada por cada um, a forma do repasse e até o que precisa constar no contrato.

Os três modelos de nota fiscal do atendimento

1. Clínica emite a nota integral

A clínica emite uma nota ao paciente com o valor total do atendimento. Depois, paga o repasse ao profissional, que, se for PJ, normalmente emite uma nota contra a clínica pelo valor recebido. É o modelo mais simples para o paciente, que recebe uma nota só.

2. Clínica emite só a parte dela

A nota da clínica sai apenas com o valor líquido que fica com ela, descontada a fatia do profissional. A parte do profissional é tratada por ele, conforme o arranjo combinado.

3. Nota dividida entre clínica e profissional

Cada um emite a sua nota ao paciente: a clínica pela parte dela e o profissional pela parte dele. O paciente recebe duas notas do mesmo atendimento, cuja soma é o valor pago.

ModeloNotas ao pacienteReceita na nota da clínicaNota do profissional
Integral1 (da clínica)Valor totalEm geral, contra a clínica, pelo repasse
Só a parte da clínica1 da clínica, mais a do profissional se houverValor líquido da clínicaConforme o arranjo combinado
Dividida2 (clínica e profissional)Valor líquido da clínicaAo paciente, pela parte dele

Implicações fiscais da nota fiscal do repasse médico

Sem entrar em regra de um regime específico, alguns pontos valem para quase todas as clínicas:

  • Base de faturamento. No modelo integral, a receita da clínica inclui a parte que será repassada. Nos outros dois, a receita da clínica é só a sua fatia. Isso afeta faixa de tributação, cálculo de impostos e, no Simples Nacional, o enquadramento.
  • Coerência com o contrato. A nota precisa refletir a relação real. Se o contrato diz que a clínica presta o serviço e paga o profissional, a nota integral é o caminho natural. Se o profissional atende o paciente diretamente e usa a estrutura da clínica, a nota dividida pode fazer mais sentido.
  • Declarações. Quem recebe de pessoa física por serviço de saúde pode ter obrigação de informar esses valores, como na DMED. Cada emissor responde pelo que recebeu.
  • Nota do médico PJ na clínica. No modelo integral, a nota do profissional contra a clínica documenta o repasse. Sem ela, a clínica pode ter dificuldade para comprovar a despesa.

Se o profissional ainda está decidindo entre atuar como pessoa física ou jurídica, o artigo PJ médica vale a pena ajuda a organizar a conta.

E a nota do reembolso?

Pacientes que pedem reembolso ao plano de saúde precisam de documento que identifique o profissional que atendeu e o valor pago. No modelo integral, a nota da clínica costuma vir com o nome do profissional na descrição. No modelo dividido, o paciente pode precisar apresentar as duas notas. Explique isso na recepção antes que o paciente descubra no portal do plano.

Como escolher o modelo

  1. Leia o contrato com o profissional. Ele define quem presta o serviço ao paciente e como o valor é dividido.
  2. Converse com o contador. Ele avalia o impacto no regime tributário da clínica e do profissional.
  3. Pense na experiência do paciente. Duas notas por atendimento exigem explicação na recepção, principalmente para quem pede reembolso ao plano.
  4. Avalie a operação. No modelo dividido, o profissional precisa ter como emitir a nota dele no mesmo ritmo dos atendimentos.
  5. Padronize. Misturar modelos sem regra clara confunde financeiro, profissional e contabilidade.

Erros comuns na divisão da nota

  • Dividir a nota sem contrato que sustente a divisão. A forma de emissão precisa acompanhar a relação real entre as partes.
  • Emitir a nota antes de o atendimento acontecer. Nota de procedimento ainda não realizado gera cancelamento e retrabalho.
  • Calcular o repasse e a nota por caminhos diferentes. Se a porcentagem do repasse está numa planilha e a nota é feita à mão, os valores divergem.
  • Esquecer o reembolso. Paciente que pede reembolso precisa das notas certas, com o profissional identificado. Veja como emitir nota fiscal de serviço para clínica.

A nota fiscal dividida no dia a dia da clínica e no OnDoctor

No OnDoctor, com o módulo de NFS-e (contratado à parte), a clínica escolhe nos parâmetros financeiros entre emitir a nota com valor Integral (padrão), Só a parte da empresa ou Dividida (empresa e profissional), que gera também a nota do profissional quando ele é emissor de NFS-e dentro do sistema. Nesses dois últimos modos, dá para ativar a geração automática: ao atender a agenda, ou ao quitar e compensar a parcela, a nota é gerada sozinha como pendente, e a emissão continua manual. Procedimentos sem regra de repasse entram pelo valor integral, procedimentos de convênio TISS não geram esse tipo de nota, e itens com nota ficam travados contra alterações até a nota pendente ser excluída. O repasse pode ser calculado e gerado automaticamente, por atendimento ou por recebimento, ou feito de forma manual. Veja o controle financeiro do OnDoctor.

Perguntas frequentes

Depende do modelo combinado entre clínica e profissional. A clínica pode emitir a nota com o valor total, emitir só a parte que fica com ela ou dividir a emissão, com cada um emitindo a nota da sua parte ao paciente. A escolha deve seguir o contrato e a orientação do contador.

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